quinta-feira, 1 de novembro de 2012


Transições pacíficas
Desde 2003, quando FHC abriu as portas do Palácio do Planalto possibilitando uma transição pacífica de seu governo para o governo de Lula, as transições administrativas em todos os níveis têm transcorrido sem maiores traumas, mesmo quando vencedores e derrotados são de partidos diferentes.

De PT pra PT
E quando não há mudanças de partidos, então, isso ocorre até num clima de festa com sorrisos e com orgulho, pois, todos são vencedores. É o caso de Osasco, onde, nesta terça-feira, 30, o prefeito Emidio de Souza, assinou um Decreto, com base numa Lei criada por ele mesmo em 2006, colocando toda a estrutura da Prefeitura e todos os dados da Administração à disposição do seu amigo, correligionário e pupilo, Jorge Lapas.

É poste ou não?
Todos sabem que a partir da presidente Dilma Rousseff, surgiu uma expressão no Brasil, de que o ex-presidente Lula teria elegido um poste, enfatizando o seu grande carisma e poder de transferir votos. Em 2012, o fato se repetiu com Lula na Capital paulista, onde ele impôs o também desconhecido Fernando Haddad, que acabou derrotando o velho tucano Serra. Em seu discurso de vitória, o próprio Haddad, ironizando, brincou: “Sou mais um poste eleito pelo Lula”.

E o Lapas?
E a brincadeira – para muitos desagradável – ocorreu também durante a entrevista coletiva de Emidio e Lapas. Lembrando Lula, o jornalista Vrejhi Sanazar quis saber do Emidio se ele daria luz própria ao “poste” Jorge Lapas. De imediato, Emidio disse que “Lapas não é um poste, tem luz própria e que não precisará ser tutelado”. Por sua vez, Lapas ignorou o assunto.

Giglio se diz vítima
Também nesta terça-feira, o deputado estadual Celso Giglio (PSDB), fez um longo discurso na Assembleia Legislativa, quando apresentou um relato dos episódios eleitorais em Osasco, onde recebeu mais de 149 mil votos, mas foi enquadrado na Lei de Ficha Limpa e impedido de disputar o segundo turno. Giglio reafirma que foi vítima de perseguição política por parte do PT. 

“Julgamento político”
Num dos trechos do discurso, Giglio diz: “Depois de um ano de exame detalhado da documentação e apuração criteriosa dos fatos, o Ministério Público, através do promotor Fábio Luís Machado Garcez, assim concluiu: "Esgotadas as diligências cabíveis, não há elementos mínimos de convicção a este Promotor de Justiça de atitude de improbidade administrativa por parte do prefeito do município de Osasco, no ano de 2004, para embasar uma propositura de Ação Civil Pública". Esse parecer foi ratificado pelo Conselho Superior do Ministério Público, em setembro de 2009.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário