sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Só agora?
De uma hora para a outra, lideranças petistas, membros do governo Federal e até ministros do STF, alinhados com o PT, começaram a criticar a situação caótica dos presídios do país. E o primeiro José Eduardo Cardozo, que disse “preferir a morte a ter que cumprir penas nesses presídios medievais”. O fato curioso é que os presídios federais são de responsabilidade do Ministério da Justiça.

Coincidência?
O ministro da Justiça fez essas declarações um dia após o STF ter definido as penas dos petistas José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno. Os dois primeiros terão que iniciar suas penas em regime fechado. Um dia antes, a cúpula petista havia emitido uma nota em defesa dos condenados do PT. Na mesma linha, o ministro do STF, Dias Toffoli, também criticou a situação dos presídios e as pesadas penas aplicadas aos réus do mensalão.

João Paulo
Nesta sexta-feira, 23, o deputado Federal João Paulo Cunha (PT-SP), reaparece em evento público desde que desistiu da candidatura à prefeitura de Osasco, após ter sido condenado pelo STF, na Ação Penal 470, conhecida também como mensalão, no mês de agosto.

Eleições e STF
João Paulo promove uma plenária, em Osasco, onde dois temas estão na pauta: eleições 2012 e Ação Penal 470. A plenária será realizada a partir das 18 horas, no auditório do Colégio Misericórdia. Dentre outros conferencistas, estarão o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, o presidente nacional do PT, Rui Falcão; o presidente estadual, Edinho Silva, e os deputados Federais Arlindo Chinaglia e Jilmar Tatto. Há informações de que José Dirceu e José Genoino também confirmaram presença.

JB, Presidente
E por falar em STF, a Suprema Corte já tem novo presidente. Nesta quinta-feira, com a presença de 2.500 convidados, dentre eles a presidente Dilma Rousseff, além de autoridades do Brasil, do exterior e de artistas, tomou posse para um mandato de dois anos o ministro Joaquim Barbosa, o primeiro negro a ocupar a presidência do Poder Judiciário. Barbosa é também o relator do mensalão. 

Pizzolato, 12 anos
Mas, mesmo antes de assumir a presidência do STF oficialmente, na quarta-feira, Joaquim Barbosa assumiu o cargo interinamente e comandou mais uma sessão de dosimetria de penas dos réus do mensalão. E dentre os condenados está o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que pegou uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão. Ele foi condenado pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. (Veja estas e outras notícias também no blog: www.renatojogoaberto.blogspot.com)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Imprensa livre
Durante abertura de um evento anticorrupção, nesta quarta-feira, em Brasília, com a presença de representantes de vários países, a presidente Dilma Roussef, reiterou sua opinião em defesa da liberdade de expressão e de uma imprensa livre. Afirmando estar ciente de alguns exageros, Dilma foi enfática: “Prefiro os ruídos de uma imprensa livre, ao silêncio das ditaduras”. Algumas lideranças petistas, como José Dirceu, José Genoino e Rui Falcão, que pregam medidas de controle da mídia, não devem ter gostado disso.

Padilha ou Cardozo?
Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, são os nomes petistas que mais aparecem na mídia como os mais fortes do partido para serem candidatos ao governo de São Paulo, em 2014.

“Bênção” de Lula
Mas, como todos sabem, o petista que almeja ser o candidato e se dar bem na campanha, deve procurar ter a indicação e a “bênção” de Lula para tal cargo. Atualmente, Lula é de longe o mais forte cabo eleitoral do país, e não é de graça a sua fama de eleger nomes desconhecidos – os chamados postes - do partido, como a presidente Dilma Rousseff, em 2010, e neste ano, Fernando Haddad como prefeito da Capital paulista. 

Padilha na frente
Sobre a preferência de Lula, Alexandre Padilha já saiu na frente. Aconselhado por Lula, Alexandre Padilha disse que vai transferir seu domicílio eleitoral do Pará para São Paulo. E os próprios tucanos já identificaram em Padilha o petista mais forte como candidato ao governo, não só pelas suas constantes visitas, mas, também pelo investimento pesado na área da saúde em vários municípios paulistas. 

Fogo amigo
Temendo o fogo amigo antecipado, Padilha afirma que não será candidato a nada. Em 2006, Lula aconselhou também Ciro Gomes (PSB-CE) a transferir seu Titulo para São Paulo, dando sinais evidentes que ele seria o seu candidato ao governo. Mas, o fogo amigo foi tão forte, que Ciro Gomes não resistiu e desistiu de ser candidato. Uma das mais ferrenhas críticas ao socialista foi Marta Suplicy.  O candidato petista foi Aloísio Mercadante.

E o Cardozo?
Por sua vez, José Eduardo Cardozo tem procurado também viabilizar o seu nome. Aproveitando a crise na segurança pública, Cardozo se apressou, não somente em criticar os tucanos, mas, também colocar sua pasta a disposição do governo paulista. Acuado, Alckmin já aceitou.

Contra Alckmin
Pelos lados tucanos, parece não haver divergências. O governador Geraldo Alckmin, com certeza, será o candidato de consenso à reeleição. (Veja estas e outras notícias também no blog: www.renatojogoaberto.blogspot.com).

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


Transições pacíficas
Desde 2003, quando FHC abriu as portas do Palácio do Planalto possibilitando uma transição pacífica de seu governo para o governo de Lula, as transições administrativas em todos os níveis têm transcorrido sem maiores traumas, mesmo quando vencedores e derrotados são de partidos diferentes.

De PT pra PT
E quando não há mudanças de partidos, então, isso ocorre até num clima de festa com sorrisos e com orgulho, pois, todos são vencedores. É o caso de Osasco, onde, nesta terça-feira, 30, o prefeito Emidio de Souza, assinou um Decreto, com base numa Lei criada por ele mesmo em 2006, colocando toda a estrutura da Prefeitura e todos os dados da Administração à disposição do seu amigo, correligionário e pupilo, Jorge Lapas.

É poste ou não?
Todos sabem que a partir da presidente Dilma Rousseff, surgiu uma expressão no Brasil, de que o ex-presidente Lula teria elegido um poste, enfatizando o seu grande carisma e poder de transferir votos. Em 2012, o fato se repetiu com Lula na Capital paulista, onde ele impôs o também desconhecido Fernando Haddad, que acabou derrotando o velho tucano Serra. Em seu discurso de vitória, o próprio Haddad, ironizando, brincou: “Sou mais um poste eleito pelo Lula”.

E o Lapas?
E a brincadeira – para muitos desagradável – ocorreu também durante a entrevista coletiva de Emidio e Lapas. Lembrando Lula, o jornalista Vrejhi Sanazar quis saber do Emidio se ele daria luz própria ao “poste” Jorge Lapas. De imediato, Emidio disse que “Lapas não é um poste, tem luz própria e que não precisará ser tutelado”. Por sua vez, Lapas ignorou o assunto.

Giglio se diz vítima
Também nesta terça-feira, o deputado estadual Celso Giglio (PSDB), fez um longo discurso na Assembleia Legislativa, quando apresentou um relato dos episódios eleitorais em Osasco, onde recebeu mais de 149 mil votos, mas foi enquadrado na Lei de Ficha Limpa e impedido de disputar o segundo turno. Giglio reafirma que foi vítima de perseguição política por parte do PT. 

“Julgamento político”
Num dos trechos do discurso, Giglio diz: “Depois de um ano de exame detalhado da documentação e apuração criteriosa dos fatos, o Ministério Público, através do promotor Fábio Luís Machado Garcez, assim concluiu: "Esgotadas as diligências cabíveis, não há elementos mínimos de convicção a este Promotor de Justiça de atitude de improbidade administrativa por parte do prefeito do município de Osasco, no ano de 2004, para embasar uma propositura de Ação Civil Pública". Esse parecer foi ratificado pelo Conselho Superior do Ministério Público, em setembro de 2009.”