quinta-feira, 11 de agosto de 2011


Corrupção geral
Primeiro foi o Ministério dos Transportes atingidos pelas denúncias de escândalos, que resultaram na queda do ministro Alfredo Nascimento e de assessores. Depois disso não param mais de pipocar os casos de corrupção no governo Federal. Foi no Ministério da Agricultura, no Turismo e, segundo consta, estão sob investigação outras dezenas de Ministérios, como o das Cidades, Defesa, Integração Nacional e outros.
Dilma indignada
E, segundo os noticiários, a presidente Dilma Rousseff ficou furiosa e está indignada. Mas, nem tanto com as denúncias e, sim, ao ver os presos do Ministério do Turismo serem algemados por policiais federais. Um dos algemados que deixou a presidente furiosa é o secretário-executivo do Ministério, Frederico Silva da Costa, suspeito de integrar o esquema de desvios de verbas. A presidente está certa. Só que essa indignação deve ser estendida a todas as pessoas simples, que diariamente são presas e também algemadas, mesmo sem oferecer risco de fuga.

Nas mãos do PMDB
No Ministério dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff mandou fazer uma faxina na Pasta comandada pelo PR. Além da exoneração do ministro Alfredo Nascimento, quase duas dezenas de assessores e diretores foram afastados por ordem do Executivo. Por outro lado, a presidente Dilma não tomou as mesmas atitudes com relação aos escândalos no Ministério da Agricultura, comandado do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer e de outros aliados importantes. Inclusive, o ministro Wagner Rossi já prestou depoimentos no Congresso, se justificou, mas, continua firme no cargo.

Marta prejudicada
E quem deve estar rindo à toa com as prisões no Ministério do Turismo, deve ser os “adversários” da senadora Marta Suplicy, forte candidata à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012. Marta foi a primeira ministra de Turismo e um dos presos foi seu subordinado desde que a pasta foi criada em 2005. A própria Marta já admitiu que essas denúncias deverão atrapalhar a sua candidatura, a favor da candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad. Haddad é o preferido de Lula, que também deve estar contente com o desempenho da Polícia Federal.

CPI da corrupção
E, diante de tantas denúncias de corrupção no Executivo, a oposição volta a falar na criação de uma CPI para investigar as denúncias. Depois de fracassar com a CPI no Senado, a oposição fala agora numa CPI mista, entre o Senado e a Câmara dos Deputados. Para isso, serão necessárias 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara dos Deputados. Governadores da oposição, como o de Minas, Antonio Anastásia, já demonstraram apoio à CPI mista.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Fogo amigo
O governo Federal está se transformando num verdadeiro fogaréu, com as últimas farpas trocadas por membros do primeiro escalão do governo Dilma Roussef. Além dos escândalos que têm derrubado ministro e assessores, agora, é o fogo amigo que toma conta do primeiro escalão em Brasília. E tudo começou com a declaração do ministro Nelson Jobim (Defesa), que disse ter votado no tucano José Serra para a Presidência da República.


“Ideli é fraquinha”
Mas, parece que Jobim não ficou satisfeito em apenas informar que é “tucano”. Em entrevista à revista Piauí, desta semana, Jobim resolveu atacar o núcleo do governo Dilma. Ao comentar o  sigilo eterno de documentos federais, Jobim disse que a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) é “atrapalhada e muito fraquinha”. 


“Não conhece Brasília”
E, não satisfeito em criticar apenas Ideli Salvatti, na mesma entrevista, Jobim atacou também a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Sobre Gleisi, Jobim disse que “ela sequer conhece Brasília”. A ministra Ideli Salvatti já respondeu ao colega. A ex-senadora disse que “Jobim tem feito declarações desnecessárias e que ele deveria ter mais cuidado com o que fala em público”.  E esse fogo amigo, além das denúncias de escândalos, acaba sendo o principal assunto político do momento de Brasília.


PSD tem até mortos 

Incrível também no Brasil é o que os políticos fazem para fundar novos partidos. É o caso do PSD de Gilberto Kassab, prefeito da Capital paulista, que tem até assinaturas de gente que já morreu. Além disso, documentos usados pelo PSD para formalizar a criação de diretórios municipais em pelo menos três Estados reproduzem o mesmo texto para descrever diferentes reuniões. Entre as irregularidades já apontadas pela Justiça Eleitoral estão assinaturas falsificadas de eleitores já falecidos.