Financiamento público
llNa semana passada, o ex-presidente Lula (PT) reuniu parlamentares da base governista para discutir a Reforma Política. Dentre vários temas discutidos, um dos principais assuntos aprovados no encontro foi o financiamento público de campanha.
Mas, pra quê?
llSegundo o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o financiamento público “é a melhor forma de combater a corrupção nas campanhas”. Mas, qual a garantia que o eleitor brasileiro tem de que com mais dinheiro público para políticos, a corrupção acabará?
Farra política
llNão é isso que se vê, hoje, quando os partidos já recebem milhões para fazer propagandas. No Brasil, há as famosas “Emendas Forasteiras”. Trata-se de uma jogada para driblar a legislação, usando ONGs. Parlamentar de um estado apresenta emendas para beneficiar outro estado e acaba recebendo do partido o mesmo valor da emenda fantasma. Essa prática criminosa foi detectada no Orçamento de 2010.
Pedágio federal
llEscrevo a coluna desta semana aqui do meu querido estado de Minas Gerais. De SP até a zona da Mata, pra frente de Juiz de Fora, passei pela Rodovia dos Trabalhadores, Dutra, BR 381, BR 116 e por estradas estaduais, do RJ e MG. Na Via Dutra, o efeito dos pedágios federais é notório. Melhorou muito a condição desta rodovia, sobretudo, a sinalização. Mas, depois de Volta Redonda e antes de chegar na BR 116, os pedágios federais só existem mesmo como máquina de arrecadação. A rodovia é péssima, pista única, muitos caminhões e nenhuma segurança.
Haddad vaiado
ll Na semana passada, o ex-presidente Lula saiu mais uma vez em defesa do ministro da Educação, Fernando Haddad, seu preferido na disputa pela prefeitura de São Paulo. Em evento público no ABC, Haddad foi hostilizado por estudantes, que pediam mais investimentos em educação. Irritado, Lula repreendeu os estudantes: “Gritar é bom, mas ter responsabilidade é muito melhor”, disse Lula, depois de elogiar Haddad.
Marta sorrindo
llE quem deve estar radiante com as vaias a Haddad é a senadora Marta Suplicy, líder nas pesquisas na corrida eleitoral da Capital paulista, mesmo com o apoio de Lula ao ministro da Educação. Com essa situação, Marta pode forçar as prévias petistas para definir o candidato.